domingo, 2 de dezembro de 2007

Adivinha


Adivinha só, o que foi que me embriagou.
Aquela bebida quente que vinha de teus lábios ardentes e que de me saciar não cansou.
Adivinha... 
Adivinha só, o que foi que me embriagou.
Será o teu cheiro? Será tua cor? 
Será o teu toque? 
O que será meu amor?
É difícil de explicar, não sei se vou te ajudar. 
Será que vais adivinhar?
Que complicação essa tal adivinhação,
será difícil assim brincar com o que vem do coração?
Já falei muito sério,
já criei poesias,
escrevi muitas canções, 
mas nunca foi tão difícil brincar 
com o que vem do coração.
O que é o que é? 
Acho que agora vou conseguir.
Não vou mais falar de amor nem de coração. 
Será mais fácil rimar 
brincadeira com paixão?
Dizem por aí, 
não sei mesmo se é, 
que paixão também dói de verdade, 
mas que sentimento não é.
Não vou mais brincar de paixão.
Que confusão!
nem de amor,
nem de dor,
nem de adivinhação.
Vou brincar de dizer a verdade,
a verdade que vem do coração.
Ah... 
Lá vem o coração de novo 
(e não tem jeito).
Já vi,  
vou ter que falar do que está no meu peito.
Mas como fazer isso 
se tudo que tem nele é segredo?
É um misto de amor, dor e medo.
Mas dizem que o amor e a dor se confundem. 
E o que teria nesse meio a ver o medo?
Seria uma falha no caminho,
medo de ficar sozinho,
ou de perder teu carinho?
Ou já seria a falta desse carinho...
Já vi que é muito complicado,
brincando ou dizendo a verdade,
porque, de tudo, todos fazem parte.
O coração
A poesia
A canção
A paixão,

Que confusão,

A dor
A verdade
O medo e
Até o segredo...

O que é o que é?
Que de tudo isso um pouco sente.
Que de futuro deseja a gente.
E que só disso se faz contente.
Pense.

Um comentário:

arquivos disse...

Belo e verdadeiro poema....