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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Já não sei mais nada


Como um bilhete escrito a mão
apago cada linha escrita em poesia.
Palavras, sentimentos, cumplicidade
que foram compartilhados um dia.

Como uma borracha num papel
e com a alma impiedosa,
cansada do sofrer,
tentando fazer não mais existir
a saudade, o desejo, você.

Minha destra ágil na sentença
numa bruta missão catastrófica
cancela o amor poético,
apesar do coração sentido.

Inútil tormento...
Não apagou, sequer,
milímetros do sentimento.

Se ainda te amo,
confesso,
não sei.

Não sei.
Já não sei mais nada.


domingo, 8 de abril de 2012

Rabiscos

Escuto mil sons
Releio tuas linhas
Me perco nas entrelinhas
Não entendo o remendo nesse amor.

Rabisco. Risco. Desespero.
Preciso de você aqui.

Sereno é o amor que alivia.
Ausente, desmente sua serventia.
Sofro de noite, de dia.
Com essa falta de você.

O choro me faz desistir.
Em desespero adormeço...
E o desejo?
Renasce no amanhecer.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A pergunta que não queria calar

O óbvio não mostra a essência, não se engane.
Se a sensibilidade for pouca, não julgue.
O ódio é a máscara que ofusca o anseio,
o desejo do que deveria ser, e não foi.

Silêncio não cala pergunta.
Maldita seja a palavra não dita!

A introspecção promove o ponto final a reticências,
e dá continuidade ao que deveria ser fim.
A singularidade dessa prisão, de certa forma,
se torna plural nas coincidências,
e se torna explícita
quando a expressão não cala,
assim como fez a boca.

A falta, por fim será resposta.
Só não preencherá o vazio
que tomará conta do que antes era,
apenas
a pergunta que não queria calar.

E, se não entender isso,
de nada adiantará...




segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Antes fosse vazio...


Na solidão, de hoje em diante,
esbarro-me cada dia,
em cada instante,
com a beleza do que se foi
no adeus...


Todo coração é morada
de todo "sim" e amor vivido.
Carrega cada palavra doce.
Que dor,
chamar amor de antigo!


Aceitar a sentença do não.
Como dizer ao coração que
sua paixão não te ama mais,
e um: "Acorda, rapaz!"?


E entre os "sim e não" diários
Há um que dói para sempre
Deixa a alma doente e o coração
em pulso intermitente.


Pena que ele não segue vazio
Antes fosse vazio,
porque vazio se preenche...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Falsa Fênix



E ver-te por entre névoas
sob raios de luz que me cegava
por sobre a baía, esquivei-me de ti
lá onde minhas dores ainda chorava

Ferida de amor, perdida, em prantos
como podia eu dar-te amor em quebranto
era o que restava em meu semblante fenecido
uma alma sentenciada a dor por um algoz desmedido

Acovardei-me em tua presença, bem sei!
Percebi ali, não seria capaz de amar de novo
Em minha face, encoberta por aquela espessa chuva,
escondi de ti minha aflição que jazia nua e crua

Não há palavras que descreva o que sinto
nem a dor de perceber que serias tu o meu Rei
- Não fosse esse labirinto!
Oh, tormenta, que não é maior que meu lamento
Perder meu algoz e meu Nobre em um só momento
Faz-me pior, a vagar com alma penante,
falsa fênix, que em agonia dissecante
se nega a ressurgir do pó pra vida
nesse flébil e sufocante céu cinzento

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Meu coração é seu. Esqueceu?



Que estranha despedida
Sequer tem clima de partida
cheia de meias palavras
que não somam uma explicação

Tento centrar minhas idéias
acalmar meu coração
Mostrar apenas que te amo
que aguardo o fim da confusão

Mas isso é dificil demais
e por vezes saio do sério
Que faço eu com a minha dor,
quando finda esse mistério?

Traz voce de novo pra mim
Meu coração é seu, esqueceu?
Com voce longe ele não bate
e debate,
de tanto que entristeceu