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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Já não sei mais nada


Como um bilhete escrito a mão
apago cada linha escrita em poesia.
Palavras, sentimentos, cumplicidade
que foram compartilhados um dia.

Como uma borracha num papel
e com a alma impiedosa,
cansada do sofrer,
tentando fazer não mais existir
a saudade, o desejo, você.

Minha destra ágil na sentença
numa bruta missão catastrófica
cancela o amor poético,
apesar do coração sentido.

Inútil tormento...
Não apagou, sequer,
milímetros do sentimento.

Se ainda te amo,
confesso,
não sei.

Não sei.
Já não sei mais nada.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sonho


Fez folia em minha vida
Num momento em que eu tanto sofria
meu coração vibrou de felicidade
fez companhia à saudade
e a minha solidão de amor se transbordou


Foi nesse sonho, sim,
que quando o dia amanheceu
um carnaval aconteceu
e você em minha vida, novamente, renasceu


ah quem dera tudo fosse verdade
você ao meu lado e apenas a maldade
que essa ausência me causou
fosse embora com o amanhecer


mas que nada, é apenas meu peito
que ainda me maltrata e não tem jeito
se enganando a toa procurando verdade em nuvens
acreditando que anjos fazem milagres
nem sabe que de nada adiantará
enganar esse pobre coração


Apesar de ter acordado me sinto renovada
a sensação de estar em teus braços me desarmou
me fez sentir novamente que o amor
é um dom que a natureza consagrou
aos que vivem ardendo em chamas
a procura eternamente por quem ama
e que isso jamais se chamará dor.