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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Algumas poucas palavras...

Preciso da tua palavra,
da tua gritaria tardia e espaçada
- que fazia alarde, e só.
Nada além de fragmentos
de uma desprezível medida de vontade.
Homeopático do amor,
curando o coração com abstinência e se auto imunizando com
o próprio veneno que exala.
Acostumo-me com o quadro branco,
sem riscos,
sem risos,
sem lágrimas.
Me vem o impulso de escrever doces palavras.
Mas não me identifico com essa angustiante forma de dizer o que não se sente.
Se o buraco é negro, deixa estar.
Talvez esse incomensurável vazio se preencha com a escuridão de sua profundidade.
Que seja vazio enquanto cure…

Foto: Carol Burgo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Junho dos namorados


Uma chuva fina molhando o chão.
E seu rosto em meu pensamento.
O cheiro de terra, que chego a sentir.
Uma música na vitrola, que toca
num idioma que nao sei traduzir.

Toda uma festa lá fora.
Em todo lugar muita animação,
Na quadrilha, do xote ao baião.

Me ensurdecem os fogos.
Ardem as fogueiras.
Mas, nada me anima,
se não estou com você.

Eita, Santo Antonio
Eita, meu santo São João
Como ama e sofre
esse meu pobre coração.

Nesse junho dos namorados
(promessa de fogo e paixão)
eu querendo estar ao seu lado.
Pura bobagem...
Rojões só se for de emoção.

domingo, 8 de abril de 2012

Rabiscos

Escuto mil sons
Releio tuas linhas
Me perco nas entrelinhas
Não entendo o remendo nesse amor.

Rabisco. Risco. Desespero.
Preciso de você aqui.

Sereno é o amor que alivia.
Ausente, desmente sua serventia.
Sofro de noite, de dia.
Com essa falta de você.

O choro me faz desistir.
Em desespero adormeço...
E o desejo?
Renasce no amanhecer.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Doce castigo



Falando de você, pra mim.
Me escuto atentamente.
Tentando me convencer.
Não é tão ruim sem você!

Não foi recentemente...

O pouco tempo ausente,
que já era muito,
se estende
até hoje. 

O tempo agora é antigo.
Ele, outrora inimigo, 
faz as pazes comigo.
Me deixa sentir saudades
mas, hoje, sem sofrer.

Sem sofrer,
lembrando você 
apenas,
um doce castigo!