sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A pergunta que não queria calar

O óbvio não mostra a essência, não se engane.
Se a sensibilidade for pouca, não julgue.
O ódio é a máscara que ofusca o anseio,
o desejo do que deveria ser, e não foi.

Silêncio não cala pergunta.
Maldita seja a palavra não dita!

A introspecção promove o ponto final a reticências,
e dá continuidade ao que deveria ser fim.
A singularidade dessa prisão, de certa forma,
se torna plural nas coincidências,
e se torna explícita
quando a expressão não cala,
assim como fez a boca.

A falta, por fim será resposta.
Só não preencherá o vazio
que tomará conta do que antes era,
apenas
a pergunta que não queria calar.

E, se não entender isso,
de nada adiantará...




2 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Sempre belos seus poemas, beijos.

Andreia Baro disse...

Adorei, Jal!

Beijos