segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu, de você pra mim



Tão linda menina
de manhã, acorda preguiçosa
demora na cama
não gosta muito de prosa

Aos poucos vai despertando
espalhando sorrisos ao vento
se arruma toda, batom na boca
e logo fico todo ciumento

garota exigente, insistente,
impaciente, me leva a loucura
Outras vezes sensível, dengosa
cheia de charme, uma doçura

amiga,
conselhereira,
meu cais,
as vezes me rouba
e por outras
me devolve a paz

Por isso te embalo,
por vezes me calo
pra não te fazer sofrer
ah, menina danada
não prometo nada
mas acho, que
pra sempre vou amar você

quarta-feira, 24 de março de 2010

Amor ausente



O silêncio fala
fala tanto que incomoda
porque não consigo fazê-lo calar?
Fica ecoando em meus ouvidos
em todos os meus sentidos
que não voltarei a te encontrar

Odeio pensar que compreendo o universo,
a harmonia e a ciência da paixão
mas não consigo ao menos traduzir
o significado dos teus ausentes versos
que tanto machucam meu coração

Me incomoda a falta de um simples "sim"
ou, de até mesmo, um tão temido "não"
machuca, machuca tanto
essa falta de definição

Onde ela esta?
Procuro tudo e não acho
(minha velha cartilha do amor)
ela que desprezei
quando enganada pensei
ter encontrado pra minha música
a melodia certa e o compasso

Hoje acordo desse sonho inocente
despenca em mim apenas esse amor ausente
que um dia pensei ser um conto de fadas
onde terminariamos como num filme
"Felizes para sempre"
e eu por ti pra sempre amada!

terça-feira, 16 de março de 2010

Identidade



Nossa identidade vai além de números e superficialidades. Somos o que somos e dentro de nós registramos todos os aprendizados acumulados em nossa vida (como a diferença entre o certo e o errado, o simples e o sofisticado, o amor e o ódio, ressentimento e perdão, brutalidade e gentileza, bondade e maldade além de outras várias forças antagônicas) mas o que se sobrepõe são nossas singularidades, a nossa capacidade de julgar, definir e absorver o que é melhor, confiando em nosso ponto de vista e em nossa essência que carregamos desde sempre dentro de nós. Tudo é questão de interpretação (e, pelo que observo, interpretar, se fosse matemática, seria uma variável aleatória).
Ela, a nossa identidade, na realidade é a nossa liberdade de expressão e de execução das próprias vontades. Algo complexo, mas não de todo imprevisível, definida muitas vezes por nosso estado momentâneo, mutável, de espírito. 
Quem nunca ouviu a expressão "a primeira impressão é a que fica"?
Se não estamos num dia bom, melhor evitar contato, principalmente novos relacionamentos, afinal corremos um sério risco de ganhar antipatia eterna de alguém que poderia ser um mais novo melhor amigo ou do cara que, por ironia do destino, poderia ser o condutor da entrevista do tão sonhado emprego ou, quem sabe, do tão esperado grande amor de nossa vida, nossa alma gêmea.
Desde criança aprendemos na escola com o professor de matemática que, + com - é igual a 0, afinal, qual o sentido em se combater conflito com mais conflito? Para tanto, seria necessário se utilizar de uma força equivalente, porém oposta (pois, mais com mais ou menos com menos, somam, não anulam). Mas, não é o que pomos em prática, na realidade. Para isso precisaríamos de muito discernimento, mas infelizmente esquecemos o que aprendemos em nossa infância e, comumente, damos "o troco" na mesma moeda. É claro que temos nosso momento de "Madre Tereza de Calcutá" mas não conseguimos ser assim pra todo o sempre.


Para quem gosta de astrologia hermética, e acredita nas forças do universo, ela diz que "não devemos misturar forças antagônicas porque resultam em forças terrivelmente destrutivas”. Que "todas as forças do Universo vivem buscando equilíbrio e nós devemos aprender o equilíbrio de todas elas"

E, por fim, que "devemos aprender a olhar com indiferença as alternativas de prazer e dor, de ganho e de perda", dessa forma podemos extrair mais coisas do que, tão somente, o sentir.


Não vamos pensar que ser bom e mau ao mesmo tempo é coisa certa. Tomemos partido, e que seja sempre pelo lado do bem para, quem sabe, depois disso aplicarmos grandes doses de bondade em tudo de ruim que anda acontecendo pelo mundo. Tudo bem. Comecemos pelo "nosso mundo". Vamos tomar partido HOJE e, que assim, possamos fazer a diferença, para melhor, ao revelar nossa verdadeira identidade!


Desejo uma linda identidade a todos!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cebolinha



Eu te recordo e,
choro e sorrio simultaneamente
Numa colisão entre tristeza do presente
e alegrias do passado (que não se apagam)
O choro é por tua falta, mas a memória
carrega apenas tua alegria de viver
pois meu coração é só choro e uma "quase" revolta!
Não sou grande para sentir paz com a tua ausência
Envelheci duzentos anos pois a alegria me falta agora
Abrando meu coração pelos que ficaram e reconheço
que não somos nada diante da grandiosidade da vida
ao tempo em que somos tudo vivendo como tu, ao lado do Criador
Entendo que você era grande para viver pra sempre conosco
e um anjo precisa estar no céu, essa é a verdade!
O que nos resta:
olhar pra frente e orgulhar tua memória apenas com a felicidade
e fé que te fazia seguir de pé nessa tua passagem
que ficou eternizada em nossos corações.
No jogo do contente, melhor sentir saudade por tua ausência
do que jamais ter vivido ao seu lado!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Monologia



A distancia do que há de desejo se une implacavelmente ao estado emocional já existente.
Essa ausencia estimula a dor que por ventura esteja sendo vivenciada, ou quem sabe o amor, o calor, a vontade de viver ainda mais, a depender do dilema já existente ou a ser vencido.
Entre o bem e o mal, o sucesso e o fracasso, a alta e a baixa auto-estima está ela lá, essa ausência que apenas complementa e intensifica esse poder de valorizar um estado de espírito que é acometido a cada dia no instante em que se põe os pés para fora da cama.
E o culpado (a pessoa ausente) apenas anda por aí tentando aproveitar a rotina já
incorporada a sua vida como algo singular e altamente indispensável, e quem sabe até vivenciando os mesmos dilemas porém sem tempo para dispensar importância, ou para também vivenciar essa monologia em que habitualmente eu me predisponho, sendo essa a minha única forma de expulsar o que não se consegue calar, mas que também não pode ser dito ou entendido por ninguém mais.
Eu feliz sem você = Estímulo
Eu triste sem você = Desengano
Uma coisa é certa e animadora: "A presença depois da carência anula o que estava ruim ou intensifica o que já andava bom!"

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Desconhecido castigo



Meu ciume é contido, guardado como inimigo
dou vazão a minha parte mais sórdida
mas, a ele não.

Sei lidar com a dor física,
com a falta do que fazer
ou de uma companhia agradável
ou até mesmo de você.

Consigo ficar sem grana
sem te ouvir dizer que me ama
e até mesmo ficar sem comer
mas lidar com ciúme?
Me sinto no jardim de infância
portanto, ignoro
esqueço que por vezes choro
se ele aparecer...

Desligo o botão do sentir
adormeço meus sentidos
depois disso "Eu nem te ligo"
me empolgo com outros compromissos
e mais uma vez eu consigo,
driblar
esse desconhecido castigo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Como um deus



como a brisa,
que arrepia a pele,
voce passou e comprovou
ela não faz curva e volta.

Como pêndulo
voce não apenas se movimenta
para lá e para cá
mas também permanece inerte
se não for atiçado, 
impulsionado
pára, literalmente,
mas não sei onde
e nem porquê.

Como água viva
se aproxima,
me colore a vida
e queima antes de ir embora
(é assim que deixa meu coração)

Como um deus
muda o curso da minha vida,
com um poder tamanho
de me fazer amar,
e como se obedecesse a Zeus
simplesmente me aterrissa 
à Terra e some... 
sem me dar a chance
de, ao menos,
te acompanhar.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Velha infância perdida



Coragem, criança!
Não se amedronte diante da vida,
te tomaram a boneca, a infancia,
perdoe por toda essa ignorância.
"Eles não sabem o que fazem nem o que dizem!"
Vamos pensar assim
é bem mais fácil de engolir.
Reage, se te tomaram a infancia
implica que não és mais criança
e tens a obrigação de florir teu caminho
Dizemos que é culpa do destino
tudo o que foge ao nosso controle
com isso nos roubamos a única chance
de enxergar o erro e tentar criar um novo começo
Não importa quem errou ou nos induziu ao erro
o que importa agora é o recomeço.
Comece... comece de novo e comece sempre
abuse do ponto final é ele que nos faz fortes
Olhar para traz e reconhecer nosso inimigo é bom.
É como tomar uma injeção de doença para se munir de defesas depois
A batalha um dia chegará... e será nosso corpo a vencer!
Cresça agora enquanto criança, já que esse tal de destino assim o quis,
para que em sua velhice você possa curtir sua velha infância perdida
com a felicidade de jamais ser chamado de aprendiz

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Falsa Fênix



E ver-te por entre névoas
sob raios de luz que me cegava
por sobre a baía, esquivei-me de ti
lá onde minhas dores ainda chorava

Ferida de amor, perdida, em prantos
como podia eu dar-te amor em quebranto
era o que restava em meu semblante fenecido
uma alma sentenciada a dor por um algoz desmedido

Acovardei-me em tua presença, bem sei!
Percebi ali, não seria capaz de amar de novo
Em minha face, encoberta por aquela espessa chuva,
escondi de ti minha aflição que jazia nua e crua

Não há palavras que descreva o que sinto
nem a dor de perceber que serias tu o meu Rei
- Não fosse esse labirinto!
Oh, tormenta, que não é maior que meu lamento
Perder meu algoz e meu Nobre em um só momento
Faz-me pior, a vagar com alma penante,
falsa fênix, que em agonia dissecante
se nega a ressurgir do pó pra vida
nesse flébil e sufocante céu cinzento

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Meu reino não é desse mundo!



Meu reino não é desse mundo
acredito no que não vejo
sinto o toque dos ausentes beijos
e ainda assim, crucificada
flutuo por entre as águas da paixão
pois minha fé é quem guia meu coração
Acredito que exista amor semente
desses que enraizam dentro da gente
e ramifica por entre os poros da emoção
Falo em alto e bom som, grito se for preciso
não devo silenciar o que há de bom
Porque não acordar os passarinhos
se eles vão alegrar a paisagem, a canção
complementando meus versos sem ilusão?
Me faço pequena para fazer-te grande
Ofereço o lado esquerdo da face
se beija o outro lado primeiro
Sei que tu me amas sorrateiro
e me batizo nas águas tranquilas
de teus versos brancos tingidos de vermelho
pelo sangue que pulsa e escorre entre meus dedos
que vem do lado esquerdo do peito
já machucado pela estrada da vida
mas que não me intimida
faz de mim ferro e fogo
que não se perfura facilmente
nem se apaga pelo sopro fraco da dor
Não ligo pra esse mundo profano
resisto, sobrevivo, me arrasto proclamando:
"Em minha vida quem reina é o amor!"

Maior que o infinito



Não mensuro nem qualifico
meu amor com nada é parecido
Preciso de ti, eu suplico
como a esse ar
que a cada segundo eu respiro
Você me faz muito bem
como essa brisa suave
que resguarda minha pele
desse sol de verão delirante
sem ti, desidrato num instante
e me banho de ti sem pudor
que tem alma leve, refrescante
Tenho medo de medidas
e descobrir que é maior do que eu
não quero saber o tamanho
do que o futuro me tomará como seu
Vivo o presente contigo
sem perguntas, sem respostas
para que se ausencia nos visite amanhã
nos tornemos lembrança e nunca castigo
Mas te amo, isso eu digo e repito
Pra quê saber mais
se teu espaço em mim
é bem maior que o infinito?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sou tua doce sina



Sou pura ilusão de ótica
imagens que se fundem no pensar
ultrapassando limites, silenciosamente
me formando presente em sua frente
criando correntes, elos, inimagináveis
pulsando, arrepiando teu corpo
exalando perfume do pecado
que te sufoca até o ultimo suspiro
de um tipo de prazer um dia esquecido
Deixo tuas mãos trêmulas, umidecidas
tocando o vento como quem toca a pele
dourada, imaginária e viva na mente
que deixa rastro, flashes de um algo
provocante que presenteia saudade
Sou um amor esquisito...
de instantes fictícios
que enfrenta, desacata e fascina
te pega, te explora, transborda
Já era hora
Sou tua Donna, não sou menina
Sou ave de rapina
não há como se esquivar
sou tua doce sina

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Minha rima é você



Coração cheio de amor é,
não somente meu tormento
como também encantamento,
que eu preciso pra sobreviver
(meio paradoxo, mas é real)

Quando eu estiver ausente
me encontre no céu, no mar
(e nos seus encantos)
te trago no pensamento
enquanto sigo respirando

Minha fragilidade é você
que me desconserta
como criança a um brinquedo
depois sem jeito
vou tentando reordenar
meu coração
(que tornou-se seu)
minhas palavras
(que só rimam com teu nome)
minha caminhada
(que procura te encontrar)

Se tu, vida, determinas
Não quero eu buscar outra rima
prefiro os substantivos
(Sintonia, Ousadia, poesia)
e dispenso os verbos
no futuro do pretérito
que só me trazem hipóteses
e incertezas
rimando você com utopias

Anjo amigo



O sofrimento fortalece,
é a verdadeira prova final
dessa faculdade chamada vida,
e não finda. 
Nem sempre somos aprovados
por vezes precisamos voltar,
refazendo caminhos,
procurando descobrir
o quê e onde perdemos, 
afinal.

Há uma felicidade nisso
(não menos importante
que o aprendizado)
e não tem preço,
é quando descobrimos nossos anjos, 
os verdadeiros amigos.

Poucos...

Esse anjo que meu olhar acaricia
com um amor puro e verdadeiro,

Que me sonda,
Que me acolhe,
Que me ensina,

Que desaprende,
ou desapega,
em meu favor.

Que chora,
mas me enxuga
as lágrimas.

Que some
e reaparece quando
mais preciso.

Que me guarda
em lugar seguro.
E me aguarda voltar
de qualquer estrada perdida.

Que se ausenta,
quando preciso estar sozinho..

Que fala, o que preciso ouvir.
Ou cala, quando o silêncio
fala mais que mil palavras.

Tudo isso floresce em mim,
botões de amor
de uma recíproca
muito mais que verdadeira.

O carinho,
O amor,
O respeito,
traduzem tudo o que sinto
e o porquê que carrego vocês
para sempre dentro do peito.


Aos amigos:

Flavia Freitas,
Carla Chagas
Joseane
e
José Netto


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Feliz feito criança



Dia claro e quente,
o sol brilha lá fora
Temperatura? Não sei...
Dentro de mim, passa dos 37 graus
Doente? Febre? De cama?
Nãoooooo... de jeito nenhum
Acordei quente hoje
e nada me fará fria, nem morna!
cadê aquela alma chorosa?
de quem era ela mesmo?
e a vida nos dá seu remédio
(o tempo)
Os dias passam
e nada ainda de boas respostas
Pra quê precisamos delas
Se todas as perguntas mudaram?
Ligo o ar condicionado
tomo um champagne gelado
depois jogo fora o retalho
de um vestido velho
esquecido no armário
(das lembranças)
Sou eu assim, hoje
Feliz feito criança

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sentindo isso hoje...



Sentei-me com a cabeça debruçada nas pernas, posição típica de quem reflete sobre alguma decepção, e pensei se todas as pessoas do mundo convivem com algum ser essencialmente complicado, assim como eu, ou se essa situação seria um caso isolado e só eu fui premiada com essa exclusividade. É tão simples, pra mim, identificar situações inusitadas e dar o devido valor a cada uma delas, tipo assim, eu jamais reagiria da mesma forma caso alguém, sem querer, virasse de repente em minha direção e sua mão batesse em meu rosto ou quando alguém na cara dura, por algum motivo isolado, o fizesse por querer.

Seria demais estipular como requisito mínimo de relacionamento querer que o outro tenha ao menos discernimento sobre o valor das coisas, pessoas e situações? Será que eu ficaria sozinha caso eu começasse a “peneirar essa farofa de pessoas” no qual eu convivo? Ou, até que ponto estou certa ou errada quando decido que não importam as falhas de cada um, que eu devo aceitá-las como são, afinal, ninguém é perfeito? Será que não devemos exigir um mínimo de perfeição nelas? Mas, como eu faria? “- Fulana, qual seu índice de perfeição? Preciso saber antes de nos relacionarmos, afinal, já tive tantas decepções!!!” Seria assim na cara dura mostrando que sou uma pessoa egoísta e mal educada e que só penso em mim mesmo?

Enquanto penso nessas, aparentemente, babaquices não consigo, sequer, levantar a cabeça, pois não encontro respostas para esse meu momento de crise existencial onde não entendo muito bem, sequer, o motivo pelo qual ganhei vida. Eu vim pra isso? Seria pouco demais...

As lágrimas vêm em meus olhos e eu penso, quantas vezes isso já aconteceu comigo e por tantas vezes por causa da pequenice de alguém ou mesquinheza nas atitudes de outro que desaba suas frustrações numa pessoa que ela julga estar num momento bom para absorver todas as suas paranóias. Não descobri, ainda, se agüentar isso tudo seria nobreza ou fraqueza. Afinal, agüentar alguém descarregar sua fúria seria ser forte?

Eu pensei que “ir tirando por menos” esses momentos eu conseguiria seguir em frente, mas a coisa está incomodando mais do que de costume e talvez aquele véu que eu usava para embaçar a verdade tenha caído e a situação tenha ficado exposta demais.

Hoje estou pequena, carente, sensível, desestimulada, entristecida, pobre e incapaz, mas isso não me amedronta porque sei que em questão de horas ou de apenas um novo amanhecer eu estarei novinha em folha e novamente grande, forte, feliz e batalhadora. Quem sabe, pronta pra voltar a ser "saco de pancada" de novo!!!

E eu me pergunto: “- Fico feliz ou triste com isso?”

Sentindo isso hoje, num dia de perguntas sem boas respostas!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Estado febril



É assim que estou
(péssima entendedora)
esperando que
a verdade seja nua,
sem meias palavras

No peito
sentimento sufocando
se arrastando
como quem dá prazo
a si mesmo
para se entregar e morrer

estado febril na alma
que geme, sofre
por falta de calor
de um amor
que se nega à sinergia

E essa hora
que não passa
- maldito relógio!
amarga essa espera
que me anula, me cega
e me entrega ao ócio

Te amar pode ter sido tudo
menos, um bom negócio!