terça-feira, 30 de março de 2010

Ah, querido poeta...



Ah, querido poeta...
Escreves por estar vivo
(não apenas ante o oposto
da palavra morte,
mas em sua essencia,
cheia de sentimento,
de sentidos apurados,
de percepção de vários universos)
e com isso eternizas tua alma,
teu pensamento, tua memória,
mesmo quando da falência
da casa de teu espírito
com prazo de existência.
Ao contrário,
tuas palavras hoje registradas
dão início a tua eternidade.

2 comentários:

Pablo Gustavo disse...

Maravilhoso! Gostoso de se ler.. Minha admiração!

J. Sollo disse...

Todo poeta, diria melhor, todo artista da palavra ou outra arte qualquer deveria receber homenagem em vida, a morte finda tudo e importante é o sentimento que nos move hoje. Magistral como sempre Jal,
não é que rimou. rss