quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Coração acuado



Silêncio,
querendo saltar da garganta
Golpe baixo,
você não sai da minha lembrança

As palavras que estão presas
enlouquecem meu pensamento
me obrigam a falar e eu não quero
preciso aquietar-me por algum tempo

Minh'alma e cabeça em congruência
respeitam-se e decidem contra mim,
deixando meu coração acuado,
e me digo:
(me colocando contra a parede)
- Não faça!
e eles me mandam:
- Faça sim!

Palavra
que na minha boca não existe
fala muito mais
do que essa poesia triste.

Um comentário:

Sacharuk (Audiverimus) disse...

Lindo e inspirador.

Grande abraço